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09/Set

Setembro Amarelo: Um abraço pela vida

Um momento para ouvir, ajudar e orientar. Setembro carrega não apenas uma cor, mas um significado de extrema importância. A campanha Setembro Amarelo é uma forma de alertar e conscientizar a população sobre a realidade do suicídio, buscando orientar para um auxílio na prevenção.

Para tratar sobre o assunto, buscamos a assistente social da Unimed Chapecó, Vanice Lidiane De Quevedo Barasuol, que nos retrata sobre a forma de abordagem, cuidados e tratamento desses pacientes.

- Como identificar uma possível vítima de suicídio? Sintomas?

R: Geralmente a identificação ocorre pelo comportamento do indivíduo, que pode ser identificado por falas, gestos, falas repetidas expressando a vontade morrer, ideação (pensamentos, ideias, planejamento e desejo de se matar), fazer ameaças, utilizar-se de frases como: “não aguento mais”, “eu quero morrer”. Geralmente, a pessoa que tenta ou comete suicídio deixa “pistas” de que algo não está bem ou que pode estar em risco, como por exemplo, deixar cartas de despedida ou falar que nada mais importa para ela. Observa-se sintomas de tristeza excessiva, isolamento, falta de vontade para fazer coisas habituais das rotinas, choro excessivo, dificuldade em lidar com situações familiares, sociais, socioeconômicas que podem desencadear sintomas de desespero, levando a pensar no suicídio como forma “resolver os problemas”.

- Quais os principais fatores que levam a uma depressão? O que acontece no psicológico da pessoa?

R: De acordo com a Organização Mundial da Saúde (WHO, 2010), a vulnerabilidade associada à doença mental, à depressão, a desordens relacionadas ao álcool (alcoolismo), ao abuso, à violência, a perdas, à história de tentativa de suicídio, bem como à "bagagem" cultural e social representam os maiores fatores de risco ao suicídio.

- Como familiares ou pessoas próximas podem identificar e tentar ajudar essa pessoa?

R: Inúmeros fatores podem ser considerados como riscos ao comportamento suicida e a qualquer sintoma é importante a família e as pessoas próximas, permanecerem alertas, pois é importante considerar que aspectos e fatores relativos ao suicídio não ocorrem isoladamente, não são preditores, mas as consequências deles derivadas podem aumentar a vulnerabilidade dos indivíduos ao comportamento suicida.

A família e as pessoas próximas precisam estar atentas, observar se a pessoa com quem vive ou convive, exprime sentimentos relacionados ao suicídio, é fundamental a escuta e posteriormente encaminhar a profissionais especializados que possam auxiliar. Saliento que os relatos, sinais que o indivíduo apresente deve ser levado em consideração, nunca deixar passar um fato despercebido ou ser tratado como caso isolado, sendo este por mais de uma vez, se possível. Lembrando que pessoas com histórico de suicídio na família possuem maior vulnerabilidade para repetir o comportamento, sendo que em crianças e adolescentes em fase de transições, este risco pode se tornar maior.

- Existe algum tratamento especifico?

R: Se existir algum risco eminente, primeiramente deve procurar por atendimento de emergência. Pode ser avaliado por psiquiatra e será possível acompanhamento multiprofissional, com a presença de psicólogo e Assistente Social para o paciente e sua família. Encaminhamento para tratamento que seja adequado.

- Quais as chances de recaída após o tratamento?

R: O risco de recaída existe, depende muito se o tratamento foi seguido adequadamente, depende do suporte familiar e das situações de conflitiva interna e externa não tratada. Atualmente, tem aumentado os casos de tentativas suicidas que chegam no ambiente hospitalar e os pacientes com faixa etária entre 17 e 42 anos são os de maior incidência. E neste sentido, o atendimento prestado precisa ser visualizado de forma humanizada, com o objetivo de realizar acolhimento ao paciente, sua família de forma integralizada.

- Quais cuidados devemos ter ao identificar alguém próximo que precise de ajuda?

R: Acolher sem criticar, não imprimir juízos de valores, comparações. Pois cada pessoa reage de maneira diferente a determinadas situações. Quando não souber como agir, comunique uma pessoa próxima, para que esta possa lhe auxiliar, monitorar. Encaminhar a serviços adequados e especializados.

- Qual a importância em se importar e tratar o assunto com prioridade?

R: Trata-se de um tema que precisa ser levado a sério, pois a pessoa quando se encontra nesse momento de vulnerabilidade, fica mais suscetível a tentativa de suicídio por segundos, necessitando de ajuda, pois na maioria das vezes não consegue sair desta situação ou buscar tratamento sozinha. Saliento que na maioria das vezes observamos ou damos mais prioridades quando a pessoa está mais fragilizada, entretanto, estudos demonstram que as tentativas podem acontecer, quando a pessoa se mostra mais fortalecida ou demonstre estar bem aparentemente.

- É mais fácil a pessoa ouvir o médico que esta cuidando de seu caso ou seus familiares?

R: Não existe uma regra. Às vezes nem um nem outro, a pessoa entra num processo de negação. Não aceita auxilio de ninguém, isto pode acontecer por diversos fatores, seja por ser uma pessoa extremamente independente, que não aceita auxilio e “não quer incomodar”, não quer compartilhar seus problemas, não quer falar, quer resolver a situação, quer matar a sua dor, tirando sua própria vida. De outra forma, a pessoa deve ser apoiada por todos, sejam médicos, familiares, equipe, todos são importantes. Além de que o individuo precise compreender que precisa de ajuda, deve querer auxilio, pois aderir a tratamentos e terapias é requisito fundamental para sua recuperação.

Vanice também complementa que o trabalho de conscientização e combate não se faz sozinho e é de extrema relevância o apoio de profissionais, familiares, como também de políticas sociais voltadas a saúde mental do paciente. “A tentativa ao suicídio é um pedido de socorro. Cabe a todos nós acolher esta pessoa e propor a ela outras soluções para suas dores, que não o suicídio”, conclui.



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